Evitante e ansioso-evitante
Um casal em que ambos se protegem da dor e, por isso, facilmente se recolhem cada um no seu canto.
Os dois parceiros partilham a cautela na proximidade. Compreendem bem o que é precisar de espaço e raramente se pressionam. Isto pode dar uma sensação de segurança: ninguém apressa nem exige mais do que o outro está pronto a dar.
O atrito surge quando o ansioso-evitante, ainda assim, quer proximidade. Dá um passo em frente, e o parceiro evitante responde com reserva ou afasta-se. Para o ansioso-evitante, isto confirma o velho medo: basta abrir-se – e é rejeitado. Também ele se fecha, e a distância cresce, embora nenhum o quisesse.
O que ajuda. Ao evitante – reparar quando o par se aproxima e responder, nem que seja um pouco: um abraço curto, uma palavra de apoio. Ao ansioso-evitante – falar da sua necessidade diretamente, em vez de esperar que reparem nela. Aos dois – combinar que uma pausa na comunicação não significa o fim da relação.
Para este casal, é especialmente importante aprender a falar de sentimentos nos momentos calmos, sem esperar por uma crise. O apoio de um psicólogo pode tornar este caminho bem mais leve.
É útil combinar com antecedência um sinal simples que queira dizer «preciso de tempo, mas estou aqui». Ajuda a não confundir uma pausa com rejeição.
Fazer o teste gratuito – 10 minutos