Tipos de vinculação: qual é o teu – teste gratuito
O tipo de vinculação é a forma como te comportas quando a proximidade aumenta: aproximas-te, afastas-te ou tens medo das duas coisas. Em 10 minutos, o teste mostra o teu tipo e o teu nível de ansiedade e de evitamento em percentagem.
O que é a vinculação
A vinculação é um sistema interno que responde à pergunta «Estou em segurança ao lado de quem me é próximo?». O psiquiatra britânico John Bowlby descreveu-a nas crianças nos anos 1950–60: o bebé procura o adulto quando tem medo e acalma-se quando ele está por perto e responde.
Mais tarde, os investigadores perceberam que o mesmo sistema funciona nos adultos – só que agora o «adulto de referência» é o par. Ativa-se quando ele demora a responder a uma mensagem, quando os planos para o fim de semana caem por terra, quando numa discussão fica um silêncio no ar.
Com o tempo, cada pessoa desenvolve a sua estratégia: há quem espere com calma e pergunte, há quem mande a quinta mensagem seguida, há quem se refugie no trabalho e desligue o telemóvel. Estas estratégias ajudaram-nos um dia a lidar com as coisas, e vale a pena conhecê-las bem.
Os quatro tipos de vinculação
- Seguro — A proximidade não assusta e apoiar-se no par não é sentido como ameaça. Tranquilidade na relação sem te perderes.
- Ansioso — Uma grande necessidade de proximidade e medo de seres abandonado(a). Sensibilidade ao par, por vezes atrapalhada pela ansiedade.
- Evitante — A proximidade é sentida como ameaça à liberdade, e o teu principal apoio és tu. Calma e autonomia à custa da distância.
- Ansioso-evitante — Desejas a proximidade e, ao mesmo tempo, tens medo de a ter. Sentimentos profundos que vale a pena aprender a aguentar.
Duas escalas em vez de um rótulo
A psicologia atual descreve a vinculação não com quatro gavetas, mas com duas escalas. A ansiedade – o quanto tens medo de ser rejeitado(a) ou de deixarem de gostar de ti. O evitamento – o quanto te sentes desconfortável quando a proximidade é muita: planos em comum, conversas francas, depender um do outro.
Se imaginares estas escalas como dois eixos, obténs um plano. O tipo é simplesmente uma zona nesse plano: ansiedade baixa e evitamento baixo dão o tipo seguro, ansiedade alta com evitamento baixo dá o tipo ansioso, e assim por diante.
Muitas pessoas ficam na fronteira entre duas zonas, e isso é normal. Por isso, o teste não mostra só o nome do tipo, mas também as percentagens nas duas escalas – assim o retrato fica mais honesto.
Homens e mulheres: há diferença?
Segundo vários estudos, há diferenças entre homens e mulheres na vinculação, mas são pequenas e nem sempre se repetem de amostra para amostra. A educação, a cultura e a experiência de relações passadas pesam muito mais.
Em contrapartida, nota-se bem a diferença na forma como a mesma estratégia se vê de fora. Numa pessoa, o evitamento aparece como silêncio e «preciso de pensar»; noutra, como agenda sempre cheia e piadas em vez de uma conversa séria. O rótulo «os homens são todos iguais» só atrapalha.
É possível mudar o teu tipo?
Sim, o tipo de vinculação não está gravado na pedra. Muda com a experiência: relações estáveis e calorosas vão baixando a ansiedade, e a consciência ajuda a perceber quando te afastas por hábito.
Podes começar por pouco – conhecer o teu perfil e reparar em que situações a tua estratégia se ativa com mais força.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora o teste?
O teste tem 24 perguntas e demora cerca de 10 minutos. Responde de acordo com o que sentes agora, sem pensar demasiado em cada ponto.
É preciso registo?
Não. O teste é gratuito e o resultado aparece logo a seguir à última pergunta – com diagrama e percentagens. Podes registar-te se quiseres, para guardar o resultado e voltar a ele mais tarde.
Qual é a precisão do resultado?
É um autorrelato: o teste reflete a forma como tu próprio(a) avalias os teus sentimentos e comportamentos nas relações. Não faz diagnósticos e mostra o que sentes neste momento, o que depende da fase da vida e da relação em concreto.
O tipo de vinculação pode mudar?
Sim. Novas relações, acontecimentos importantes e trabalho pessoal podem deslocar o perfil. Por isso, faz sentido repetir o teste daqui a alguns meses e comparar.
Existe um tipo misto?
Sim. Muitas pessoas ficam na fronteira entre dois tipos – por exemplo, com ansiedade e evitamento quase iguais. O teste mostra isso: além do nome do tipo, vês as percentagens nas duas escalas e o teu ponto no diagrama.
Em que é que o tipo de vinculação difere do temperamento?
O temperamento é em grande parte inato – são as características básicas das reações e da energia. A vinculação é uma estratégia aprendida, que se forma a partir da experiência das relações próximas. No site há também um teste de temperamento de Helen Fisher, se quiseres olhar para ti dos dois lados.
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